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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Universidade Monstros e um Q de moda


Monstros, sustos, gritos e muita diversão. O que a moda tem a ver com isso? 

Tudo, para quem tem olhos clínicos e atentos como a Equipe Cadamí.

Lançado em 21 de Junho desse ano, Universidade Monstros é a continuação de Monstros S/A. A animação conta a história de Sulley e Mike Wazowsky nos dias em que eles eram apenas estudantes universitários – e muito atrapalhados.




Além das cenas muito engraçadas e da animação muito bem feita, um detalhe nos chamou muito a atenção: as Jaquetas Bomber.




Elas apareceram com força total nesse inverno após a Givenchy apresentá-las em seu último desfile. Quentinhas, estilosas e confortáveis, as Jaquetas Bomber vão do chic ao casual em um piscar de olhos – ou melhor, em um piscar de tecidos.





Bordadas, em seda, com mangas de couro e até mesmo com detalhes jeans, as Bomber são a evolução da jaqueta universitária americana com um toque de mulher moderna.




E então, que tal entrar na moda de Sulley e Mike Wazowsky?


Andressa Gomes
Cadamí Crafts & Fashion


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Cadamí na tela: Coco antes de Chanel


Claro que você sabe quem foi Coco Chanel. Aliás, quem não conhece aquela bolsinha de matelassê, com alças douradas? Quem nunca experimentou um Chanel n.º 5?

Mas você sabe quem foi a Gabrielle Chanel? 


Primeira informação: não, ela não era uma patricinha rica da época. Mas ela queria ser. Ah, ela queria ser rica, meu bem! Ela nunca viu graça nenhuma na pobreza.

Segunda: ela era meio rebelde. Quer dizer, muito rebelde. Mas teve seus motivos: sua mãe morreu quando ela era bem pequena e seu pai a colocou num orfanato, e nunca mais foi vê-la (embora ela passasse todos os domingos aguardando em vão sua visita). É, bem triste.

Ah, uma curiosidade: "Coco" não se pronuncia "Côco", como muitos de nós falam no Brasil. A pronúncia correta é "Cócô" assim, com o primeiro "Có" agudo, porque vem de "cocoricó" e o segundo "Cô" com o som de 'o' fechado, pois vem de "cocô". Então, a partir de agora, diga sempre "Cócô Chanel", ok?


Inconformada com sua situação, com 18 anos se uniu à prima, fugiu do internato e foi trabalhar de costureira nos fundos de alfaiataria. Aos 20 começou a se encantar com a arte: cantava e dançava (meio mal, coitada) num cabaré, junto com a prima. Ah, e ela não queria se apaixonar, achava que a única coisa boa do amor era "fazer amor"...

E lá ela conheceu Etienne Balsan, um socialite e herdeiro de uma famosa fábrica de tecidos que na época fabricava o uniforme do exército. Ele era criador dos melhores cavalos da França.


Foi aí que o "start" aconteceu para Gabrielle: ela queria ser independente e adorava cavalgar. Queria ganhar seu próprio dinheiro e pensava: mas que droga essas saias que atrapalham a andar à cavalo!


Não por acaso, em meio às mulheres da alta sociedade francesa, amigas de Balsan, todas de espartilhos apertados, Chanel foi a primeira mulher a usar calças. E também camisas. E também gravatas.

Sim, ela era a mais diferente de todas, e ao mesmo tempo tinha uma classe e elegância invejáveis.


Enquanto convencia as mulheres da época que calças eram melhores para cavalgar e que um vestido tem que deixar você se mexer dentro dele, e não apertá-la, ela fazia chapéus para ganhar seu dinheiro.


Era muito ousada: gostava de seus vestidos minimalistas, e não queria saber o que iam dizer aquelas mulheres. Ela dizia para elas: "você tem que tirar tudo isso, parece carnaval. Como consegue pensar com esse chapéu?", referindo-se a tantas plumas, flores e ornamentos que as mulheres usavam. 


Ela achava que simplesmente tantos ornamentos impediam de ver o rosto... parece óbvio agora, né? Mas pense como ninguém teve essa ideia antes!


Mas tanta originalidade e ousadia era difíceis: as amizades eram poucas e o amor...


... o amor verdadeiro lhe faltou. Alguns romances, algumas paixões.


Mas ela parecia estar destinada a cumprir a missão de modificar a moda no mundo.


E trabalhou muito por isso, até o fim de sua vida. Ela odiava os domingos, sabia?


Aos poucos, se tornou Coco Chanel, a estilista lendária cheia de personalidade. A queridinha do mundo, até hoje.


Entre todas as frases ditas no filme, a que mais agrada a equipe Cadamí, pela sua natureza:


“Tem que se mexer dentro do vestido, ficar à vontade.”
Coco Chanel


Ora, que tal escolhermos uma moda mais simples e leve para nós ao invés de viver igual a todo mundo?  Essa é a nossa filosofia!!!

Equipe Cadamí

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Filme Faroeste Caboclo e os looks de Maria Lúcia


“Maria Lúcia era uma menina linda”, dizia Renato Russo em Faroeste Caboclo, música do Legião Urbana lançada em 1987, que virou praticamente um hino daquela geração.

Faroeste Caboclo encantou como música, ao som de tantos e tantos violões no final dos anos 80 e por quase toda a década de 90 (e olha que estamos falando de uma música de mais de 9 minutos!!!). E agora, encanta a todos o "Filme Faroeste Caboclo", que em menos de duas semanas de exibição ultrapassou a marca de 1 milhão de espectadores. 

Ísis Valverde, por sua vez, fez muito bem a menina Maria Lúcia, emprestando-lhe aquele brilho nos olhos que todos nós imaginávamos quando ouvíamos a música.


A própria Ísis Valverde definiu Maria Lúcia como "uma rosa no campo seco”, tamanha doçura que a personagem transmite. Sabia que a própria mãe do Renato Russo ajudou na composição da personagem? Legal, né?

Além da linda história de amor, os mais atentos não puderam deixar passar os looks de Maria Lúcia, "aquela menina falsa pra quem jurei o meu amor", ops, voltando ao assunto, looks que mostraram bem o que foi a moda dos anos 90, fim de 80.


Naquela época os jovens estavam buscando seu espaço e querendo mostrar ao mundo toda a revolta política que sentiam. O reflexo disso foi um movimento "anti moda".

Deixou-se pra lá todas aquelas roupas estruturadas dos anos 80, deixou-se as grandes ombreiras, as sandálias altas em pink neon e ninguém mais queria fazer "xuxinhas" no alto da cabeça.


Chegou um tempo que as t-shirts passaram a trazer mensagens, nomes de bandas e representações de tribos. A naturalidade veio à tona, os cabelos foram deixados longos e ao natural, bandanas e lenços cheios de estilo foram amarrados nas cabeças.

Nada de roupas apertadas, tudo bem leve, suave, meio "jogado", e exatamente por isso, um ar de sensualidade mais natural tomou conta das meninas.


Algo em comum com os dias de hoje???

Tudo!!!

Estamos ou não estamos vivendo um período em que os jovens estão nas ruas exigindo seu direito de viver num lugar melhor, inconformados com a política e seus governantes, e lutando por um mundo mais justo e igualitário?

É isso aí! Estamos revivendo um período muito importante da moda, e o legal é que estamos fazendo tudo do nosso jeito, deixando cada vez mais "o look nosso de cada dia" personalizado e exclusivo, levando para o mundo a nossa mensagem.

Inspire-se na Maria Lúcia, em suas t-shirts soltas, camisas estampadas, vestidinhos com botinhas, cabelo natural preso só com um grampinho, maquiagem leve... 

Ai, deu vontade, não deu?

Então corre lá, vai fazer o look de "menina linda" e o coração para você alguém vai prometer também!
    



O povo declarava que João de Santo Cristo
Era santo porque sabia morrer
E a alta burguesia da cidade não acreditou na história

Que eles viram da TV
E João não conseguiu o que queria
Quando veio pra Brasília com o diabo ter

Ele queria era falar com o presidente
Pra ajudar toda essa gente que só faz sofrer!



Lu Figueiredo
www.facebook.com/CadamiCraftsFashion
http://www.elo7.com.br/cadami